Mãe é presa suspeita de acobertar estupro contra a filha em Joinville

Padrasto da menina já havia sido preso neste ano suspeito de cometer os abusos em 2016, quando a criança tinha nove anos de idade

DPCAMI abriu inquérito em 2016 para apurar o caso(Foto: Salmo Duarte, A Notícia)

Uma mulher de 34 anos foi presa preventivamente nesta quarta-feira (18) suspeita de acobertar abusos sexuais cometidos contra a própria filha dela em 2016, em Joinville, no Norte de Santa Catarina. O padrasto da vítima, preso no início deste ano, é suspeito de estupro de vulnerável quando, à época, a criança tinha nove anos de idade.

De acordo com a delegada Georgia Bastos, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), há cerca de três anos o pai da garota suspeitou que ela estava sendo vítima de abuso e informou o caso à polícia. Um inquérito policial foi aberto ainda em 2016 e foi constatado via perícia os vestígios de abuso, com rompimento de hímen. Havia também suspeita de que a mãe da garota pudesse estar acobertando os atos do então marido.

— Por falta provas naquele momento não foi pedida a prisão dela, apenas do padrasto dessa criança. Mas novos elementos surgiram e a juíza do caso concluiu que a mulher tinha conhecimento dos abusos e expediu o mandado de prisão — afirma a delegada.

Segundo Georgia, o cumprimento do mandado ocorreu na tarde desta quarta-feira, depois que uma funcionária do Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial (Naipe) relatou que a mãe da criança confidenciou que iria embora para São Paulo nesta quinta-feira junto com a irmã dela. A menina faz acompanhamento por autismo na unidade e, na ocasião, a suspeita teria aproveitado ainda para defender o marido e disse que o estupro do padrasto contra sua filha era mentira.

Para a polícia, este era um indicativo de que a mulher pretendia fugir da cidade. Agentes da DPCAMI realizaram a prisão e a mulher foi levada para o Presídio Regional de Joinville. A criança está sob os cuidados da tia e a Justiça ainda não decidiu sobre a guarda definitiva da menina.

* A identidade dos envolvidos não foi divulgada para não identificar a criança, conforme orientação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

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